Comissão de Saneamento do Meio Rural apresenta diagnóstico

Comissão de Saneamento do Meio Rural apresenta diagnóstico

20 de agosto de 2018 0 Por prefeiturasa

Parceria entre MP/RS e Governo de Santo Ângelo, por meio do Programa Ressanear, avança na revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico

Santo Ângelo, que já foi pioneiro com a instituição do Plano de Saneamento Básico em 2011, está próximo de ser também o primeiro município gaúcho a apresentar um programa específico para a área rural. Dados colhidos pela Comissão de Saneamento Básico do Meio Rural que trabalha na revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico foram apresentados previamente para o debate na última semana, em reunião realizada no auditório do Ministério Público local.

Conforme o secretário municipal do Meio Ambiente, Francisco da Silva Medeiros, a partir da apresentação deste diagnóstico, o Comitê Executivo da Revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico – formado pela equipe técnica de instituições e entidades ligadas à área – irá compilar as necessidades e incluir como meta a ser alcançada nos próximos quatro anos.

O encontro registrou a presença de lideranças rurais, representantes de associações que gerenciam o abastecimento de água em suas comunidades, do secretário municipal Gilmar Borges, da Agricultura, da promotora de Justiça Especializada de Santo Ângelo, Paula Mohr, e de entidades e instituições que integram o comitê revisor do plano.

DIAGNÓSTICO

Neste levantamento prévio, mais de 300 famílias foram entrevistadas no interior do município por meio de questionário elaborado em conjunto com a Promotoria de Justiça, secretarias da Agricultura e do Meio Ambiente, e da Saúde, com a participação das agentes comunitárias que atuam no meio rural, colhendo informações sobre o abastecimento de água, aproveitamento de água da chuva, nascentes, esgotamento sanitário, uso de agrotóxicos e destinação das embalagens, produção da área rural, cadastro ambiental (CAR) e situação do solo.

“São dados relevantes que nos darão condições de pontuar e aperfeiçoar a elaboração de projetos que levem benefícios aos moradores da área rural, em relação à qualidade da água, do solo, enfim, nos permitirá planejar investimentos na melhoria da qualidade de vida, aliada à preservação do meio ambiente”, assinalou Diomar Formenton, coordenador da Comissão de Saneamento Básico do Meio Rural, grupo integrante do Comitê Executivo da Revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico.

ABASTECIMENTO DE ÁGUA

Durante a reunião, o secretário municipal da Agricultura, Gilmar Borges, também apresentou um relatório sobre as ações da pasta no abastecimento de água nas propriedades rurais, demonstrando os avanços promovidos pela atual gestão, em especial, aos relacionados à padronização das áreas próximas aos poços artesianos que fornecem água potável às comunidades do interior. “Foi um encontro de grande importância para o município. A partir desta reunião, o Ministério Público, por meio do Programa Ressanear, vai nos auxiliar na elaboração de projetos para buscar recursos e ampliar os investimentos em saneamento básico no interior”, assinalou.

Segundo o secretário, o Governo Municipal tem trabalhado em parceria com as comunidades no resguardo dos poços artesianos do interior, com obras de cercamento, passeio externo, instalação de dosador de cloro e equipamentos para o monitoramento da vazão e do tempo de funcionamento do poço artesiano. “O importante é que a comunidade tenha a garantia de consumir uma água potável e ter o ambiente que cerca os poços preservados protegido, sem riscos à saúde da população”, frisou Gilmar Borges.

O levantamento apontou que nas cerca de 300 propriedades rurais cujas famílias foram entrevistadas, apenas quatro tem poço artesiano próprio, 279 são abastecidas pelos poços comunitários e 23 por fontes protegidas.

Fotos: Divulgação